O cinema surgiu na França nas mãos dos
irmãos Lumiére, a primeira sessão pública tem data e é descrita com inúmeros
detalhes, apesar disso, o cinema e as primeiras experiências relacionadas a ele
ocorreram alguns anos antes, e estão diretamente ligadas a história da
fotografia. Podemos estudar o início do cinema conhecendo Eadweard J. Muybridge, um fotógrafo inglês
que desenvolveu inúmeros experimentos com fotografias, sendo responsável pelas
primeiras experiências de imagens em movimento. Muybridge desenvolveu o
Zoopraxiscópio, um instrumento que visava exibir as imagens (fotografias ou
desenhos) em sequência. Essas imagens eram fotografias de cenas, tiradas em
sequencia, ao serem unidas pelo Zoopraxiscópio elas viravam imagens em
movimento. O cinema então começava a surgir, essas experiências não estão
distantes do que ainda hoje é usado nos grandes cinemas pelo mundo.
“Sabemos que não há
movimento na imagem cinematográfica. O movimento cinematográfico é uma ilusão,
é um brinquedo ótico. A imagem que vemos na tela é sempre imóvel. A impressão
de movimento nasce do seguinte: “fotografa-se” uma figura em movimento com
intervalos de tempo muito curtos entre cada “fotografia” (=fotogramas). São
vinte e quatro fotogramas por segundo que, depois, são projetados neste mesmo
ritmo. Ocorre que o nosso olho não é muito rápido e a retina guarda a imagem
por um tempo maior que 1/24 de segundo. De forma que, quando captamos a imagem,
a imagem anterior ainda está no nosso olho, motivo pelo qual não percebemos a
interrupção entre cada imagem, o que nos dá a impressão de movimento contínuo,
parecido com o da realidade.”
Bernardet, 1980
As primeiras
experiências de Muybridge podem ser reproduzidas hoje através do flip book,
este “livro” é formado por imagens organizadas seqüencialmente em um conjunto
de folhas, ao serem folheadas rapidamente, elas criam uma sequência animada,
sem a ajuda de uma máquina. Os flip books foram muito populares no século XIX e
no início do século XX, na França são
chamamos de "cinema-de-bolso",
fizeram a ainda fazem muito sucesso.
Alguns autores compararam o flip book com o Livro Mágico, uma espécie de moda de livros no século XIX, que permitia animações ou ilusões de ótica. Na verdade, o único ponto comum é que ambos usam o princípio da animação.
Alguns autores compararam o flip book com o Livro Mágico, uma espécie de moda de livros no século XIX, que permitia animações ou ilusões de ótica. Na verdade, o único ponto comum é que ambos usam o princípio da animação.
O flip book
permite o aluno conhecer o ínicio das experiências que levaram a criação do
cinema, cada imagem representa um frame, e ao serem colocadas em movimento,
essas se unem, formando uma animação. Usando materiais simples é possível levar
o surgimento do cinema e a sua importância para a sala de aula.
Estou trabalhando a história do cinema com meus alunos do sexto ano, foram feitos dois tipos de "Flip Books", o primeiro uma animação de desenho livre, depois uma animação em cima de uma nuvem, em ambos os casos foi possível mostrar a mágica do cinema, e aproximar os alunos de experiências diferentes dentro da disciplina de artes!
Abaixo o arquivo usado para a elaboração do Flip Book Nuvem!
Imagem dos Flip Books dos meus alunos criativos!
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